segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Lantana e Nerium



Lantana

Nome científico: Lantana camara

Nome vulgar: Lantana

Origem: América tropical e subtropical.

Arbusto de folha perene e de crescimento rápido.

Folhas com 5 a 10 cm de comprimento, opostas, de borda dentada. Pubescentes dos dois lados, ásperas, verde escuras na face superior e mais claras na parte inferior e com um cheiro característico quando esmagadas.

Flores agrupadas que são ao princípio amarelas, passando ao laranja e tornando-se posteriormente vermelhas, começando esta variação desde o exterior até ao centro da inflorescência, coexistindo flores com as três cores.

Esta espécie apresenta diversos cultivares com flores totalmente amarelas e brancas.

Esta planta deve ser plantada em pleno sol mas também se adapta bem a uma situação de meia sombra. É muito sensível ao frio e muito resistente à seca.

Espécie de fácil cultivo. Adapta-se bem a qualquer tipo de solo mas cresce melhor num terreno mais rico e bem adubado.

No final do Inverno deve-se podar os ramos pela metade para obter uma planta mais compacta.

Doenças e pragas

Fumagina – este fungo aparece em consequência dos ataques das cochonilhas e dos pulgões. Devem-se combater os insectos.

Alternariose – manchas redondas de cor castanha nas folhas. Tratamentos preventivos com oxicloreto de cobre ou zinebe logo que se notem as primeiras manchas.

Ferrugem – pústulas nas folhas da planta características de um fungo chamado Puccinia. Suprimir e queimar as primeiras folhas ou ramos atacados e proteger as restantes pulverizando com um fungicida (zinebe, captana, daconil, mancozebe, cobre, etc.)

Murchidão – doença vascular que se manifesta pela murchidão e consequente secagem das folhas devido ao ataque de um fungo chamado Fusarium. Este fungo entra na planta através da raiz. Com frequência observa-se uma alteração na zona do colo da planta. Evitar sempre que possível o excesso de humidade.

Pulgões, cochonilhas, mosca branca e nemátodos (da espécie Meloidogyne).


Loendreiro

Nome científico: Nerium oleander

Nome vulgar: Loendreiro, loendros.

Origem: região Mediterrânica.

Habitat: ao longo das margens de rios e riachos.

Arbusto de folha perene e de crescimento rápido. É um dos arbustos mais belos da região mediterrânica, podendo atingir os 6 metros de altura.

Folhas lanceoladas muito coriáceas com 6 a 12 cm de comprimento de cor verde acinzentada.
Existem variedades de folha matizada (verdes com margens amarelas).

Flores com 3 – 4 cm de diâmetro, geralmente de cor rosa embora haja variedades com flores brancas, vermelhas e amarelas.
Normalmente floresce na Primavera e continua a floração até ao Outono.

Planta muito tóxica. Todas as suas partes são venenosas. A ingestão de qualquer pedaço tem efeitos venenosos.

Utilização: em exemplar isolado ou em maciços e também em sebes.

Variedades de flor singela: Agnes Darac(rosa); Album Roseum (branco rosado); Atropurpureum (vermelha); Aurantiacum (amarelo); Conde Pusterla Cortesini (rosa damasco); Emile Shaut (vermelho veludo); Mont Blanc (branca).

Variedades de flor dobrada: Géant des Batailles (vermelho escuro); Madoni Grandiflorum (branco); Pierre Rondier (rosa); Prof. Placon (laranja); Tito Poggi (salmão).

Luz: esta espécie deve ser plantada directamente ao sol.

Espécie muito resistente pois aguenta a seca e tolera as geadas. Resiste ao calor, ao vento e ao calcário do solo.

O loendreiro necessita de um solo com uma boa drenagem, uma vez que se desenvolve em zonas arenosas.

Apesar da sua resistência à seca, para obter uma boa floração deve regar-se convenientemente ou seja, uma rega cada 4 - 5 dias no verão. Em vaso a frequência das regas terá de ser maior.

Relativamente à adubação durante o verão é conveniente fornecer um bom adubo na água da rega.

Poda do loendreiro:

Poda de limpeza – serve para eliminar os seguintes elementos indesejáveis, de preferência no inverno (mas também em qualquer outra época do ano): ramos mortos, secos, partidos ou doentes; ramos débeis ou mal orientados; ramos que sobressaem muito do arbusto por excesso de vigor.
Se necessário corrige-se a assimetria para melhorar a aparência, por exemplo, se a copa está descompensada.

Poda de floração – deve ser feita depois da floração principal do Verão.
Pode-se podar mais ou menos, segundo se queira ter uma planta mais pequena e compacta ou então optar por despontar a planta unicamente para mantê-la com um porte maior, ainda que algo desprovida de folhagem na parte inferior.
Uma poda habitual é cortar o terço superior dos ramos que deram flor e aos outros ramos rebaixá-los a uns 15 centímetros.
Não se deve podar o loendreiro na primavera porque a floração será afectada.
Se optar por deixar um arbusto maior deve cortar logo por baixo das flores murchas.

Doenças e pragas do loendreiro

Necrose dos rebentos (gemas axilares) – doença produzida por um fungo chamado Ascochyta heteromorpha e que se manifesta pelo aparecimento de zonas necróticas ou de tecido morto na axila de algumas folhas. Por vezes o problema pode estender-se a todas as gemas do mesmo ramo o qual acaba então por secar.
Podar e queimar os ramos atacados e pulverizar os outros com fungicida.

Manchas nas folhas – causadas por diversos fungos como: Septoria oleandrina, Cercospora, Gloeosporium, Macrosporium e Phyllosticta.

Fumagina – aparece devido ao ataque das cochonilhas e dos pulgões. Combater estas duas pragas para evitar o ataque deste fungo.

Murchidão das flores – as flores murcham ou abortam devido a uma necrose parcial ou total dos pedúnculos.
A doença deve-se a uma infecção das raízes por Fusarium que obstrui os vasos condutores de seiva.

Pulgões / Cochonilhas / Lagartas (nas folhas)

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